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Utilização das ferramentas de Comunicação.

Utilização das Ferramentas de Comunicação
Como foi apontado no último post, a falha na Comunicação Interna é algo grave que ocorre com freqüência alarmante no ambiente corporativo causando problemas sérios para a organização. A questão a ser debatida aqui será sobre um dos principais motivos destas falhas: a utilização das ferramentas de comunicação.
Jornal Mural, Newsletter, Intranet, Boletim Informativo e Revistas Institucionais são alguns dos meios utilizados pelas empresas na comunicação com seu público interno. No entanto, muitas vezes estas ferramentas não são usadas de forma estratégica, com informações distribuídas sem muito critério para os colaboradores que não as absorvem corretamente gerando resultados nada agradáveis como boatos, intrigas, frustração e até mesmo medo.
É necessário entender que cada um destes veículos precisa ser trabalhado de maneira singular e não aleatória, com conteúdo relevante e objetivo para que o funcionário entenda e tenha a opção de dar o seu feedback. A falha está no pensamento de que basta falar e informar para ser ouvido, sem a preocupação da existência de um diálogo e se o ouvinte entendeu realmente a mensagem de maneira clara. Segundo Mariela Castro diretora da consultoria Communication Advisors em entrevista para a revista Exame “… a comunicação não acontece simplesmente porque temos boca e ouvidos. Um pouco de cuidado com o que e como falar ajuda:
• Cada pessoa entende uma mensagem de maneira diferente. Para evitar erros de interpretação, seja claro, não deixe nada subentendido.
• Certifique-se que o outro entendeu. Pergunte. Esteja aberto para ouvir outros pontos de vista. Quando forem conflitantes com o seu, mantenha a calma e use o bom senso para argumentar. Se o clima esquentar, melhor dar uma volta e deixar a discussão para depois.
• Existem maneiras e maneiras de dizer alguma coisa. Diga o que precisa ser dito de forma objetiva, mas sempre com respeito e delicadeza. “

Ela diz ainda que muitas empresas acreditam ser suficiente ter um veículo como Jornal Mural para uma comunicação efetiva, fato que se trata de uma grande ilusão: “Se o conteúdo não for pensado sob o ponto de vista do funcionário, ele nunca se sentirá incluído, e terá a tendência a se afastar da informação “chapa branca.”
Portanto, quando for planejar a comunicação interna da sua empresa, tenha em mente o tipo de público, os anseios e os interesses de cada um, adaptando o conteúdo e a linguagem para que a informação torne-se relevante e útil.” Mariela aponta que a decisão sobre quais canais usar deve estar de acordo com o perfil de cada público, que pode variar desde veículos impressos até uma conversa informal com a equipe.
Uma comunicação saudável pode trazer muitos benefícios como melhores resultados e aumento da produtividade, fatores que acabam influenciando diretamente o crescimento da empresa. Contudo, não se trata de uma tarefa fácil levando em consideração que muitas organizações tentam lidar com estas falhas e ruídos, mas acabam fracassando por não entenderem a comunicação como uma via de mão dupla com um receptor ativo e crítico.
Fica claro que estas ferramentas, quando utilizadas assertivamente, são fortes aliadas do mundo empresarial que devem propiciar o diálogo entre empresa e funcionário, ambos praticando a saudável arte de ouvir.
Referência:

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2011/02/13/nossa-cegueira-para-o-obvio-na-comunicacao-empresarial/

Taciana Rettore

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Caro leitor e ouvinte,

 

Infelizmente, tenho uma má notícia. Este será o último post deste blog devido a desavenças internas no grupo. Chegou aos meus ouvidos que um de nossos membros, Vitor Balan, vai largar o curso para fazer moda na FAAP. Paralelamente, Estela Badajoz encontrou seu namorado a traindo com Vivian Arcanjo, que dizem as más línguas, era peguete de Rodrigo Sérvulo. É com pesar que informo que a situação tornou-se insustentável, pois eu, Vitória Barbara e Gabriela Hopf não podemos sustentar o “A Arte de Ouvir” sozinhas. Provavelmente, não haverá outra versão deste blog e, portanto, temo que este seja um adeus.

 
 
 
 
 
 
 
 

Dia da Mentira! Felizmente, hoje é primeiro de abril e tudo que eu disse acima era uma enorme mentira. O que pode começar como uma simples brincadeira como essa feita agora pode se tornar um grande emaranhado de falsas afirmações e declarações que pode levar a grandes confusões. Os resultados podem ser catastróficos e muito desagradáveis.

Este é um dos grandes problemas enfrentados pelas organizações atualmente: a chamada “rádio peão”. Boatos passados de boca a boca, que aumentam, gradativamente, conforme circulam e podem causar grandes estragos, dependo de sua repercussão dentro e fora do ambiente empresarial e, se não gerenciados efetivamente e rapidamente, podem até tornarem-se permanentes.

É muito importante que as empresas pratiquem o ato de saber ouvir que pode, com certeza, não só solucionar tais confusões com seus públicos, como também, evitá-las. Um relacionamento saudável e transparente, além de não abrir espaço para especulações entre os stakeholders, também os mantém satisfeitos, integrados e envolvidos no ambiente organizacional, fato que melhora exponencialmente sua produtividade.

Parece uma solução simples, mas não é tão fácil assim. Ouvir e ser ouvido exige prática e repetição, como qualquer outro exercício para se chegar à perfeição ou, pelo menos, quase isso. O diálogo deve ser diário e de igual para igual, pois só assim será efetivo.

Por isso, ouça e seja ouvido, fale e escute sempre, isso em todos os sentidos, pois, assim, todos saberão quem você realmente é, e não o que todos dizem ser.

Taciana Rettore