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A Função Estatoacústica das Relações Públicas

O ouvido humano divide-se em três principais partes: ouvido externo, ouvido médio e ouvido interno.

O ouvido externo recebe as ondas sonoras e leva, por meio de um canal, ao ouvido médio onde essas ondas serão transformadas em vibrações mecânicas e transmitidas ao ouvido interno. No ouvido interno, as vibrações mecânicas geradas no ouvido médio estimulam os receptores e transformam-se em impulsos nervosos. Esse é, de maneira resumida, o ato de ouvir.

Porém, é importante notar que o ouvido interno possui uma complexa estrutura formada por sacos membranosos cheios de líquido que é especializada no sentido do equilíbrio. Tal estrutura está localizada em um conjunto de canais e cavidades limitadas por tecido ósseo. A esse conjunto de canais e cavidades, damos o nome de labirinto ósseo que apresenta uma parte anterior relacionada com a audição e uma parte posterior relacionada com o equilíbrio.

É por essa razão que muitos médicos e cientistas costumam dizer que o aparelho auditivo tem função estatoacústica, isto é, o nosso ouvido é responsável não só pela manutenção da audição como também do equilíbrio.

Mas, por que estamos discutindo isso em um blog de Relações Públicas e Comunicação Interna?

Simples! Porque, ao falarmos sobre a habilidade de ouvir, não estamos apenas (e simplesmente) falando em abrir um canal para o feedback dos destinatários de uma mensagem, mas estamos falando também (e principalmente) em ouvir a fim de criar processos de cocriação do ato de pensar a organização com os funcionários e públicos estratégicos.

Que tal começarmos a pensar juntos em uma função estatoacústica das Relações Públicas, uma vez que ela se torna responsável por ouvir e manter o sentido de equilíbrio entre os interesses da organização e os interesses de todos os públicos com os quais ela mantém relação?

Vitor Balan

Fazer História e Ouvir: Ações que Caminham Juntas

Bem-vindos de volta! Hoje traremos uma nova abordagem à arte de ouvir, passando pela história. Desculpem-nos pela qualidade do áudio e aproveitem o conteúdo.

 

O que a ação de ouvir tem a ver com a história da humanidade? Bom, todos sabem que, sozinho, o homem não faz nada. Foi preciso ouvir e ser ouvido para, por exemplo, migrar de um lugar a outro, descobrir qual a melhor época para o plantio, colheita e quais seriam as melhores estratégias de caça. Se cada um do grupo tivesse uma experiência positiva e não contasse aos demais, como poderíamos ter chego onde estamos hoje? A própria existência de um órgão cuja função é interceptar ondas sonoras e transformá-las em dados já é um sinal que ele não está no corpo humano por acaso.

As questões mudaram ao longo do tempo.  Hoje, discute-se, por exemplo, como tomar atitudes que equilibrem interesses opostos, como agir em situações extremas, firmar parcerias.  Todos têm o seu próprio modo de ver o mundo, mas muito dificilmente ele não terá nada em comum com o de alguém próximo. Imagine se as pessoas só agissem segundo os seus interesses?

Imagine se Nelson Mandela, quando foi eleito presidente em 1994, pensasse em fazer justiça a tudo que sofreu e instituísse um apartheid que segregaria os brancos? O futuro da África do Sul estaria fadado ao fracasso. Ao invés disso, Mandela soube amenizar todos os confrontos (não só entre brancos e negros como também entre tribos rivais) por meio de uma política pacificadora, que entendia a complexidade das relações e conseguia achar soluções que atendessem a todos. Mandela deixou de lado seus traumas e opiniões para ouvir alguém até então inimigo.

Não são somente os ouvidos de grandes figuras que fazem história. Todos nós construímos a nossa própria história, que fica ainda mais enriquecida quando formada por lembranças, conceitos que foram aprimorados ou aconselhados por outros. Não é uma tarefa fácil: temos que deixar de lado nossos preconceitos e conciliar nossas crenças e opiniões as dos outros, mas o resultado será sempre um aprendizado valioso. O homem terá sempre questões a discutir, pontos de vista que quer expor, basta existir alguém que saiba ouvir.

Gabriela Hopf