Despedida

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Olá, leitor!

O post de hoje é um encerramento desse ciclo de dicas que andamos postando por aqui. Nós poderíamos até chama-lo de uma despedida, mas não a considerem triste. Uma despedida pode ser uma oportunidade para uma nova experiência, uma nova fase.

E é exatamente disso que vamos falar hoje. De despedidas. De funcionários que não estão mais de acordo com a cultura de uma organização e que, em algum momento crítico, precisam dizer adeus a ela para iniciarem uma nova etapa profissional.

De acordo com Luiz Henrique de Paiva José, consultor empresarial, é fundamental que exista uma comunicação bidirecional entre o empregador e o empregado e que ela tenha se solidificado com o tempo durante as relações de trabalho. Isso poderia ajudar no processo de demissão, caso ele venha a ocorrer.

Esse processo, por sua vez, é norteado por algumas fases não só durante a sua ocorrência, como antes e depois também.

O gestor que precisa demitir alguém, antes de mais nada, precisa ter a certeza de sua decisão. Pensar com clareza, ter provas que levem à demissão por justa causa do funcionário, rever os motivos que o fez chegar a essa conclusão.
É importante que haja firmeza na hora dessa decisão ser comunicada, que o gestor seja claro e honesto, sem dar falsas esperanças ao funcionário em questão quanto a cartas de recomendação ou indicações para outras empresas. Mas também é de extrema importância que o gestor levante um pouco a autoestima do empregado, entretanto, de uma forma que não leve a questionamentos sobre a demissão.

É recomendado ao funcionário que aceite a decisão, pois uma vez que ela está tomada e todos os documentos já estão prontos, não há nada que se possa fazer para reverter a situação. Agir agressivamente e ofender seu empregador não vai levar a nada menos drástico do que uma retirada à força do funcionário por parte da segurança. É importante que haja aquela comunicação bidirecional que citamos ali em cima: que ambos falem e escutem, e que tudo termine amigavelmente.

A presença de alguém do RH durante a reunião de demissão é imprescindível, uma vez que a partir do momento em que essa decisão é tomada, todo o processo é moldado por ações e procedimentos da área de Recursos Humanos.

Se você se interessou pelo tema e quer ler o artigo completo sobre o jeito certo de se despedir um funcionário, clique aqui.

Nós ficamos por aqui.
Desejamos a você um ótimo caminho pela frente, e esperamos que tenha gostado desse blog, que foi feito com o intuito de ajudar você.
Obrigado por nos escutar!

Equipe A Arte de Ouvir

Ouvir na aprendizagem

Você já deve ter ouvido falar daqueles cursos de línguas que funcionam com o aluno ouvindo as aulas enquanto dorme… Bom, apesar de não terem estudos que comprovem a eficiência desse método, a sua grande popularidade exemplifica a importância do saber ouvir no processo de aprendizado.

Desde que entramos na escola, ou mesmo antes, dentro de casa, escutamos orientações de nossos pais e dos professores, degraus que ajudam a moldar a escada do saber. Prestamos atenção e ouvimos, absorvendo a informação e a transformando em conhecimento. Nas organizações não é diferente.

Nós, como relações-públicas, muitas vezes exercemos o papel não só de informar os colaboradores da empresa em que trabalhamos, mas também de educa-los sobre determinada prática ou assunto. Para tanto, é fundamental que saibamos despertar interesse e manter atenção, para garantir que toda a mensagem seja transmitida, que o aluno esteja ouvindo.

De acordo com J. Bruner, importante psicólogo cognitivo, o papel do instrutor é o de incentivador dos alunos no sentido de descobrirem por si mesmos os princípios do conteúdo a ser aprendido. O instrutor e o aluno devem manter um diálogo ativo, através do qual o instrutor traduz a informação a ser aprendida em um formato adequado à compreensão do aluno. O currículo deve ser organizado em espiral, para que o aluno construa continuamente sobre o que já aprendeu. O aluno vai descobrir aquilo que já existe em sua estrutura cognitiva. O professor não é apenas um passador de informação.

É possível perceber um exemplo da importância do ouvir bem no aprendizado no filme Adam, de Max Mayer de 2009. Adam conta a história do personagem homônimo, um engenheiro que tem síndrome de Asperger. Adam começa o filme perdendo o pai e também seu vínculo mais forte com esse mundo que ele não entendia muito bem.

Por causa da morte do pai, Adam sofre uma série de consequências que o perturbam, como a ameaça de ter que sair do apartamento e a demissão de seu emprego, como responsável pela parte elétrica de brinquedos. Como todo autista, Adam precisa de estabilidade e atitudes repetidas, e tamanhas mudanças em sua vida o paralisam.

Quando finalmente a vizinha por quem Adam se apaixonou o convence a procurar emprego, ela resolve ensiná-lo a se portar em entrevistas e vencer barreiras que a doença lhe causava. Para aprender a se portar socialmente, como olhar nos olhos, apertar as mãos, notar brincadeiras ou sarcasmo, Adam teve que reunir muita concentração e realmente ouvir as aulas de sua namorada. O processo de aprendizagem dá certo e Adam consegue um emprego.

Processo semelhante ocorre nas organizações, onde há diversos tipos de colaboradores, mas que precisam ser igualmente ensinados sobre algum assunto. O processo dicotômico de aprendizagem deve ser levado em conta.

Para conferir, basta se lembrar sobre suas aulas de divisão, lá atrás! Aposto que a professora repetiu várias vezes e você ouviu com atenção e hoje não tem problemas em dividir 150 por 15, já aquela aula de eletrodinâmica que você dormiu… Não é tão fácil, é?

 

Referências:

(TOVAR, Sônia Maria; ROSA, Marilaine Bauer da Silva Santa.(ORG) Psicologia da aprendizagem. Rio de Janeiro: Agua-Forte, 1990.)

Rodrigo Sérvulo

Ouvir com os olhos

Sim, o nosso corpo também se comunica. No período da pré-história, por exemplo, o homem ainda não havia desenvolvido totalmente a linguagem verbal. Como demonstrar ao outro que a caça fugiu? Como conquistar uma mulher? Como mostrar chateação, tristeza?  Usar o corpo para se comunicar era uma questão de sobrevivência.

Com o passar dos séculos, nos esquecemos de que o corpo também fala. É claro que esta comunicação será mais ou menos acentuada de acordo com a espontaneidade de cada um e da necessidade do momento, mas não podemos negar que é um ato involuntário.

J.J Copper, escritor que atuou no exército australiano ensinando oficiais a como interpretarem e usarem da melhor maneira a linguagem corporal, diz que toda comunicação “pessoa para pessoa” é dissipada por três caminhos de linguagem: verbal, vocal, e não vocal.

Verbal diz respeito a tudo que é dito, e corresponde a 7% da forma de como a comunicação é feita. A vocal, que é a forma como falamos (entonação e ênfase em certas palavras), tem 38% de participação e, finalmente, a não verbal engloba 55% desta comunicação.

Cada gesto que fazemos com o nosso corpo é uma palavra, e cada palavra pode ser interpretada de maneiras diferentes. Muitas vezes, nos esquecemos de prestar atenção no corpo do outro e nos focamos apenas em como interpretar cada informação e responde-la da maneira mais rápida e melhor possível.

A comunicação feita pelo corpo costuma ser muito mais emocional e verdadeira que a verbal. E o que isto tem a ver com nós, comunicólogos? Ora, prestar atenção no corpo pode mudar totalmente o rumo da comunicação e ajudar a compreender melhor o que o outro está realmente querendo dizer.

Cruzar os braços, por exemplo, é um sinal de defensiva. Quem sabe o seu interlocutor está apenas fingindo que está te ouvindo e no fundo não está entendo nada, ou aquele é um péssimo momento para qualquer conversa. Será que não é melhor então mudar um pouco o modo de falar, escolher outras palavras ou até esperar outro momento?

Vamos analisar rapidamente a obra “Jealousy and Flirtation”:

A moça a direita está com os braços na cabeça, o que demonstra abertura, liberdade, bem estar. O moço está com o corpo inclinado em sua direção, o que demonstra interesse; suas mãos estão bem espaçadas em cima de seus joelhos, o que demonstra tranquilidade.

Já a moça da esquerda está com a mão no queixo, mostrando apreensão, preocupação. Sua outra mão está segurando o vestido, o que simboliza insegurança e timidez.

Esta obra ficou famosa por representar o sentimento de inveja. Ela, assim como cada gesto, pode ser interpretada de várias maneiras e traduzida em diferentes palavras, mas, perceba que no geral as percepções não são muito diferentes.

Olhar um quadro é interpreta-lo é muito mais fácil do que perceber esses gestos no desenrolar das comunicações, até por que eles mudam constantemente. Comece a reparar no modo como as pessoas gesticulam quando conversam com você, treine seu olhar para entendê-las melhor. Você certamente vai se surpreender com o que ouvir, ou melhor, ver!

Referências :  http://dicasderoteiro.com/2010/05/24/usando-a-linguagem-corporal-na-escrita/

(acesso em 04/09/2011)

WEIL, Pierre e TOMPAKOW, Roland. “O Corpo Fala: a linguagem silenciosa da comunicação não-verbal” . Editora Vozes, RJ , Petrópolis, 1998.

Gabriela Hopf

Interne Kommunikation

Bom dia caros leitores,

Sinto informar, mas ficarei um tempo sem postar aqui no A arte de ouvir, pois farei uma viagem internacional. Es tut mir leid.

O motivo de tal viagem é o aprendizado de uma nova Kultur , o aprendizado de uma nova Sprache, conhecer novas Menschen, e experimentar a Lebensmittel local. Para poder ter todas essas experiências juntas e de modo mais efetivo, resolvi viajar para Alemanha. Afinal, uma nova cultura e suas particularidades são bem difíceis de incorporar uma vez diferentes da usual.

Portanto, ao se trabalhar com comunicação interna em uma empresa multinacional, ou de origem em outro país, é muito importante levar em conta suas particularidades. Muitas vezes o ambiente de trabalho tem grande influência dessa cultura, ou até mesmo a jornada de trabalho, a hierarquia, os canais de comunicação e os feriados.

Para se adequar as singularidades de sua empresa é de extrema importância ouvir os seus colaboradores, tentar entender como ela funciona e a respeitar. É preciso também levar em conta os valores desta empresa e suas políticas.

Pois quanto mais os colaboradores aceitarem os valores e quanto maior o seu comprometimento, mais forte será a cultura. e essa unanimidade de propósitos gera coesão,lealdade e o comprometimento organizacional. 

É imprenscindivel a criação de um manual de conduta ética e um manual de atendimento que visem ajustar a cultura organizacional à seus diversos públicos. Se for o caso também é interessante a criação de um manual de redação e estilo que ajude a padronizar a escrita de palavras em outra língua nos veiculos internos, por exemplo.

Deve-se levar em conta porém que a cultura de um país tem um impacto maior sobre os funcionários do que a cultura organizacional. Um exemplo disso é o de que os funcionários da IBM em Munique, são mais influenciados pela cultura alemã do que pela cultura organizacional da IBM. O mesmo pode ser encontrado em outras empresas instaladas no Brasil. Vê-se grande adaptações em sua estrutura e modo de trabalhar aqui em relação as suas matrizes ao redor do mundo. O que não faz com quem a filial brasileira seja melhor ou pior do que a matriz, é apenas diferente.

Deve-se então ouvir tanto a cultura local como a da organização e por meio do dialogo promover a união de ambas.

Tradução:
Interne Kommunikation = Comunicação Interna
Es tut mir leid =   sinto muito
die Kultur = Cultura
die Sprache = Língua
die Menschen = pessoas
das Lebensmittel = comida
 
Vivian Arcanjo

Feliz Dia dos Namorados!

Olá, leitor!

Em homenagem ao dia dos namorados, aqui vai um post bem especial e descontraído relacionando o tema de nosso blog a esta data comemorativa.

Bruno e Laura viviam um conto de fadas no início de seu relacionamento. A comunicação entre os dois era equilibrada, como uma via de duas mãos; se Laura falava, Bruno escutava, e vice-versa.

Era o relacionamento visto como perfeito pelas pessoas que observavam de fora, moldado pela uniformidade e compreensão. Bruno e Laura eram semelhantes, embora diferentes, pois o respeito era mútuo e os dois agiam de igual para igual. Entendiam que, assim como qualquer outra relação no mundo, era preciso que houvesse colaboração por parte dos dois.

E assim o caminho foi sendo trilhado. O tempo foi passando…

E a comunicação, se desgastando.

Os interesses de Bruno e Laura pareciam entrar em conflito constantemente. Laura começou a cobrar demais, e Bruno passou a retribuir de menos. Quanto mais Laura queria que Bruno comunicasse cada passo seu, mais ele se afastava dela e fazia questão de não dizer absolutamente nada.

O que era o relacionamento perfeito, se transformou em um verdadeiro pesadelo. E isso levou ao fim do namoro.

Essa pequena história pode soar um tanto sem sentido no contexto desse blog, uma vez que ele gira em torno da comunicação interna e da arte de ouvir.
Mas isso é apenas uma analogia à relação funcionário-empresa.

No começo, quando o funcionário entra para o corpo de empregados de uma organização, ou quando esta acaba de colocar em prática seu planejamento de comunicação, é tudo perfeito, lindo e maravilhoso. E parece que vai continuar assim para sempre, ou pelo tempo que tiver que durar.

Mas se não houver uniformidade na comunicação, se a empresa não souber escutar seu funcionário e muito menos se comunicar com ele, então essa relação tende apenas a desandar. A lua-de-mel pode se transformar em um divórcio muito mais rapidamente do que se espera, justamente por não haver um equilíbrio entre as duas pessoas que compõem esse relacionamento. Por isso é bom falar, assim como é ainda melhor escutar. Mas lembre-se que em uma relação, falar demais ou escutar demais não é sinônimo de balanço e sim de desequilíbrio.

Se uma organização exige extrema transparência de seu funcionário, então ela deve retribuí-lo da mesma forma. Se uma organização quer ouvir mais, ela precisa entender que seu funcionário também quer. É um ciclo eternamente vicioso. A organização fala, o funcionário escuta e toma um posicionamento, apresenta um feedback, e organização o ouve, e assim por diante.

A comunicação é a peça chave para qualquer relação funcionar. Mas não basta apenas implantá-la. Ela precisa ser mantida e muito bem cuidada com o decorrer do tempo. É assim para um namoro, para uma relação funcionário-empresa, e para qualquer outro tipo de relacionamento.

Tenham um feliz dia dos namorados!

Vitória Barbara

Quando quem fala também ouve

Imagine  a maior empresa brasileira. Saiba que ela é, também, a 12ª companhia de petróleo do mundo e possui seis subsidiárias, 40 unidades de negócio – sendo seis no exterior: Angola, Argentina, Bolívia, Colômbia, Estados Unidos e Nigéria – e três escritórios (Nova Iorque, Londres e Japão).

Juro que não estou falando de uma empresa fictícia para mera ilustração acadêmica. Alguns números relativos à operação da Petrobras no Brasil atestam suas dimensões: 92 plataformas, 14 refinarias, 15.390 km de dutos, 124 petroleiros, 7.020 postos e 102 aeroportos abastecidos. Ufa! Já deu para perceber que não estamos falando de uma empresa qualquer, né?

Já pensou em como deve ser difícil gerenciar todo o sistema de comunicação de uma empresa com esse porte e abrangência?

A comunicação Institucional da Petrobras é uma área formada por treze gerências . Além disso, cada unidade de negócio e cada área corporativa conta com uma agência de comunicação empresarial. Ou seja, no total, a Petrobras tem 52 gerentes de comunicação para manter todo o sistema de comunicação organizacional funcionando. Porém, temos de concordar que manter a uniformidade no discurso de uma empresa como essa é, no mínimo, um grande desafio.

Foi com esse desafio que Elza Maria Branco Jardim se deparou quando assumiu a gerência corporativa de comunicação interna da Petrobras em agosto de 1999. A principal necessidade era comunicar em um contexto de heterogeneidade e dispersão geográfica do público interno.

Até a criação da Gerencia Corporativa, as unidades de negócio não apresentavam um alinhamento estratégico de comunicação. Em outras palavras, todos falavam ao mesmo tempo e uma unidade não ouvia a outra, enfraquecendo o discurso, gerando fragmentação e, enfim, reduzindo a eficácia da Comunicação Interna.

A visão de gestão de Elza Maria foi considerar que não se pode gerenciar o todo por partes isoladas e não integradas e que a gestão dessa complexidade requer um projeto de parceiros dispostos a se corresponsabilizarem pelo gerenciamento.

Era preciso fazer a equipe de comunicação construir uma visão compartilhada sobre a realidade da Organização e criar um envolvimento comum sobre o papel, os desafios e os resultados esperados da Comunicação Interna da Petrobras. Ou seja, era preciso que a equipe de comunicação ouvisse a si mesma em todas as suas unidades antes de começar a comunicar para os mais de 130 mil profissionais da companhia.

A resposta para tal desafio foi a criação de um Comitê de Comunicação Interna composto por um representante (e um suplente) das 10 áreas de comunicação de subsidiárias, áreas de negócio e de serviços, centros de pesquisas, segurança, meio ambiente, saúde e recursos humanos.

Assim, reuniões mensais passaram a ser feitas e os locais de realização seguiam uma especíe de rodízio entre as áreas participantes a fim de ampliar o conhecimento de todos sobre a realidade de cada um.

A criação de um ambiente no qual todos podem falar e, principalmente, ouvir permite um estado de consciência do outro para melhor entender a complexidade da realidade ao nosso redor e possibilita o ato de cocriação de planejamento estratégico de comunicação que unifique um discurso forte capaz de sensibilizar e engajar o público interno por mais disperso que ele esteja. Em outras palavras, foi preciso, antes, promover o entendimento de quem fala para, depois, estruturar o discurso ao emissor final da mensagem.

Quer saber como isso pode dar certo em uma grande organização e conhecer os resultados encontrados pela gerente de Comunicação Corporativa da Petrobras? Não perca tempo e leia o capítulo 5 do segundo volume do livro “Comunicação Interna: A Força das Empresas” organizado por Paulo Nassar e publicado, em 2005, pela Aberje Editorial.

Vitor Balan

22 de maio – Dia do abraço

Mais uma data especial que deve ser comentada aqui no A Arte de Ouvir!
Dia 22 de maio é o Dia do abraço e isso merece um post.
Para que a comunicação interna seja realmente efetiva, precisamos abraçar a ideia de que nós, comunicadores, não somos donos da verdade e precisamos ouvir aquilo que nosso público tem a dizer. E, para desenvolver a habilidade de ouvir, o que devemos abraçar? A Arte de Ouvir preparou uma lista de coisas que acreditamos ser imprescindíveis:

– Abrace a inovação. Novas ideias sempre trazem novos resultados e nós sabemos que estagnação nunca é a melhor resposta;
– Abrace a diversidade. Opiniões distintas ajudam a encontrar o equilíbrio;
– Abrace a compreensão. Mesmo que não seja possível acatar a uma sugestão, compreenda o porquê ela foi dada e em que contexto surgiu;
– Abrace todas as ferramentas de comunicação interna que auxiliam no feedback do seu público. A opinião dos funcionários deve ter sempre um meio curto e prático de chegar até você;
– Abrace a paciência. É preciso tempo para ver as ações tomarem forma;
– Abrace a flexibilidade. Saber adaptar-se é a melhor arma para um comunicador;
– Abrace as mídias digitais. Esteja onde seu público está;
– Abrace a transparência. Dizer a verdade é o melhor caminho para que digam a verdade a você também;
– Abrace as metas e objetivos. Faça deles o norte de todas as suas ações;
– Abrace a descontração. Deixe as formalidades para as situações em que forem necessárias;
– E, finalmente, abrace a disposição. Seu público precisa de um ouvinte aberto a ouvi-lo.

E você, tem alguma sugestão de abraços para a gente? Mande a sua para @aartedeouvir. Estamos esperando!
Um abraço para todos os nossos leitores e aproveitem esse dia!

Estela Badajoz

Utilização das ferramentas de Comunicação.

Utilização das Ferramentas de Comunicação
Como foi apontado no último post, a falha na Comunicação Interna é algo grave que ocorre com freqüência alarmante no ambiente corporativo causando problemas sérios para a organização. A questão a ser debatida aqui será sobre um dos principais motivos destas falhas: a utilização das ferramentas de comunicação.
Jornal Mural, Newsletter, Intranet, Boletim Informativo e Revistas Institucionais são alguns dos meios utilizados pelas empresas na comunicação com seu público interno. No entanto, muitas vezes estas ferramentas não são usadas de forma estratégica, com informações distribuídas sem muito critério para os colaboradores que não as absorvem corretamente gerando resultados nada agradáveis como boatos, intrigas, frustração e até mesmo medo.
É necessário entender que cada um destes veículos precisa ser trabalhado de maneira singular e não aleatória, com conteúdo relevante e objetivo para que o funcionário entenda e tenha a opção de dar o seu feedback. A falha está no pensamento de que basta falar e informar para ser ouvido, sem a preocupação da existência de um diálogo e se o ouvinte entendeu realmente a mensagem de maneira clara. Segundo Mariela Castro diretora da consultoria Communication Advisors em entrevista para a revista Exame “… a comunicação não acontece simplesmente porque temos boca e ouvidos. Um pouco de cuidado com o que e como falar ajuda:
• Cada pessoa entende uma mensagem de maneira diferente. Para evitar erros de interpretação, seja claro, não deixe nada subentendido.
• Certifique-se que o outro entendeu. Pergunte. Esteja aberto para ouvir outros pontos de vista. Quando forem conflitantes com o seu, mantenha a calma e use o bom senso para argumentar. Se o clima esquentar, melhor dar uma volta e deixar a discussão para depois.
• Existem maneiras e maneiras de dizer alguma coisa. Diga o que precisa ser dito de forma objetiva, mas sempre com respeito e delicadeza. “

Ela diz ainda que muitas empresas acreditam ser suficiente ter um veículo como Jornal Mural para uma comunicação efetiva, fato que se trata de uma grande ilusão: “Se o conteúdo não for pensado sob o ponto de vista do funcionário, ele nunca se sentirá incluído, e terá a tendência a se afastar da informação “chapa branca.”
Portanto, quando for planejar a comunicação interna da sua empresa, tenha em mente o tipo de público, os anseios e os interesses de cada um, adaptando o conteúdo e a linguagem para que a informação torne-se relevante e útil.” Mariela aponta que a decisão sobre quais canais usar deve estar de acordo com o perfil de cada público, que pode variar desde veículos impressos até uma conversa informal com a equipe.
Uma comunicação saudável pode trazer muitos benefícios como melhores resultados e aumento da produtividade, fatores que acabam influenciando diretamente o crescimento da empresa. Contudo, não se trata de uma tarefa fácil levando em consideração que muitas organizações tentam lidar com estas falhas e ruídos, mas acabam fracassando por não entenderem a comunicação como uma via de mão dupla com um receptor ativo e crítico.
Fica claro que estas ferramentas, quando utilizadas assertivamente, são fortes aliadas do mundo empresarial que devem propiciar o diálogo entre empresa e funcionário, ambos praticando a saudável arte de ouvir.
Referência:

http://exame.abril.com.br/rede-de-blogs/midias-sociais/2011/02/13/nossa-cegueira-para-o-obvio-na-comunicacao-empresarial/

Taciana Rettore

Exemplo prático: Falha na relação empresa-funcionário

Uma curiosa situação ocorreu com um conhecido. Carlos estava com um amigo comprando uma entrada para um clube. Cada entrada custava R$ 30,00 e, assim, Carlos desembolsaria R$60,00 pelas duas entradas. Na hora de pagar, porém, o funcionário foi mais rápido:

– Num precisa pagar mais de uma entrada não moço. Eu passo os dois. (E, olhando para o colega) Você não viu nada disso! Não é pra contar pra ninguém, mas é que o clube andou dando uns desfalques comigo… E agora eles vão pagar!

Carlos e seu amigo entraram felizes por terem pagado apenas uma entrada. Quem não deveria ficar nada feliz com essa situação é o “comunicólogo”, que percebe claramente que há algo de errado na relação empresa-funcionário. Toda relação exige uma comunicação, uma troca de informações e o canal que media essa relação deve ser sempre de mão dupla. Afinal, o funcionário é apenas um elemento da empresa ou também o seu representante? Além de compor a empresa e fazê-la funcionar, o funcionário encarna muitas vezes o papel da empresa que é formado por seus valores, política e filosofia, refletindo uma imagem da mesma. Mais do que pertencer à empresa, o funcionário deve se sentir parte dela. E não foi isso o que ocorreu.

Se pensarmos bem, o clube provavelmente não perceberá a diferença da venda de algumas entradas a menos em seu orçamento. Ter dado um “desconto” ao Carlos foi uma forma do funcionário canalizar a raiva que sentia. Mas há outras coisas que ele pode fazer para denegrir a imagem da empresa, como espalhar esta ideia a outros tantos funcionários. Além disso, o funcionário deve se sentir satisfeito com o seu trabalho: isso lhe dará motivação para explorar todo o seu potencial e obviamente refletir uma boa imagem da empresa. De acordo com o Guia Vocês/SA-Exame – “As Melhores Empresas para Você Trabalhar do ano de 2008” a rentabilidade sobre o patrimônio das 150 empresas classificadas ultrapassa 18%, enquanto o retorno das 500 melhores listadas no anuário” Melhores e Maiores de 2008”, publicado pela revista Exame, gira em torno de 8%. Os dois índices trabalham com pesquisas de satisfação feitas com os funcionários. Logo, podemos dizer que quando mais satisfeito o funcionário estiver, maior a rentabilidade da empresa.

O melhor seria certamente ter cortado o mau pela raiz antes que essa situação ocorresse. Isso não significa que todos os dias o superior desse funcionário deveria pergunta-lo se a empresa o está tratando de maneira correta ou não, mas sim que os meios de comunicação interna estão sendo mal usados ou que não há uma abertura mínima do superior para conversar com o funcionário. Além desta conversa, o funcionário pode utilizar a caixa de sugestão do jornal mural ou a intranet. A sugestão ou reclamação deve ser processada, analisada e pensada para que o funcionário obtenha uma resposta o mais rápido possível. O superior do funcionário provavelmente não deu importância a sua insatisfação. Se o funcionário estivesse totalmente errado em seu comportamento e reivindicasse algo que a empresa jamais lhe daria provavelmente seria demitido depois de um processo de discussão e análise da situação, o que dificilmente ocorreria. Muitas vezes ele agrega algo positivo dando uma sugestão que pode surgir de uma insatisfação ou incômodo seu com a empresa. Ele é assim uma rica fonte de informações que, quando bem aproveitas, só trazem benefícios.

Referência:
http://revistavocerh.abril.com.br/noticia/conteudo_432191.shtml

Gabriela Hopf